Sensores, inteligência artificial e conectividade fazem parte das cidades do futuro. Mas uma cidade só é realmente inteligente quando a tecnologia melhora a vida das pessoas. Na saúde, isso significa acesso mais simples, dados conectados, menos desperdício e decisões melhores.
Durante anos, falar em cidade inteligente significou imaginar postes conectados, semáforos automatizados, câmeras, sensores e centrais de monitoramento. Esses recursos continuam importantes. Mas a discussão amadureceu. Hoje, uma pergunta pesa mais do que a contagem de dispositivos: a tecnologia está melhorando a vida de quem mora na cidade?
No Brasil, a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes organiza essa mesma lógica. Ela não é norma vinculante: é a agenda de referência do Governo Federal, construída no âmbito do Projeto ANDUS, com 8 objetivos estratégicos e mais de 160 recomendações, que associa cidade inteligente à transformação digital sustentável, à inclusão, à governança de dados com transparência, segurança e privacidade, e ao uso da tecnologia para resolver problemas concretos e reduzir desigualdades.
No plano internacional, o Dia Mundial das Cidades de 31 de outubro de 2025, com observância global em Bogotá, adotou exatamente esse recorte: cidades inteligentes centradas nas pessoas.
E poucas áreas tornam essa discussão tão concreta quanto a saúde.
A saúde também é infraestrutura urbana
O mundo é mais urbano do que se supunha. A revisão 2025 do World Urbanization Prospects passou a medir a urbanização por um critério espacial harmonizado e apurou que 45% da população mundial vive em cidades e outros 36% em vilas. Dois terços de todo o crescimento populacional projetado até 2050 ocorrerão em cidades.
Quanto maior e mais complexa uma cidade se torna, maior é o desafio de oferecer serviços de saúde acessíveis e capazes de acompanhar sua população. E o resultado em saúde urbana não depende apenas da existência de hospitais e unidades: mobilidade, desigualdade, ambiente, planejamento urbano, informação e capacidade de gestão influenciam diretamente o que acontece com as pessoas.
Por isso, uma cidade pode ampliar sua infraestrutura física e permanecer pouco inteligente na forma como atende.
Uma vaga médica pode existir e permanecer vazia. Um paciente pode esperar por um exame enquanto outro perde a consulta porque esqueceu a data. Uma Secretaria de Saúde pode possuir milhares de registros e não conseguir transformá-los em decisão no momento certo. Um cidadão pode morar perto de uma UBS e ainda precisar sair de casa de madrugada apenas para tentar um agendamento.
O problema, muitas vezes, não é falta de recurso. É falta de fluxo - de informação, de comunicação, de dados e de acesso.
Cidades inteligentes precisam ser inteligentes para quem?
A proposta das cidades centradas nas pessoas é simples: tecnologia urbana deve ser avaliada pelo impacto que produz sobre os cidadãos - acessibilidade, inclusão, sustentabilidade, segurança, direitos e qualidade de vida. Isso muda a lógica da transformação digital. Em vez de perguntar "qual tecnologia podemos instalar?", pergunta-se "qual problema das pessoas podemos resolver melhor?".
Na saúde municipal, a diferença é enorme. Considere algo aparentemente simples: marcar uma consulta. Se o acesso digital depende de baixar um aplicativo, criar uma conta, memorizar uma senha e aprender uma nova interface, a tecnologia resolve o problema de uma parte da população e cria outro para quem tem menor familiaridade digital.
Nossa estratégia é diferente. A Celina opera pelo WhatsApp, canal que já faz parte da rotina de grande parcela da população, para que o cidadão solicite consultas e exames, receba lembretes, confirme, cancele ou remarque atendimentos e acompanhe suas solicitações. Não é preciso instalar outro aplicativo. A lógica é fazer o serviço se adaptar à vida do cidadão - e não obrigar o cidadão a se adaptar ao serviço.
Inteligência também é não desperdiçar o que a cidade já tem
Imagine uma agenda com 100 consultas marcadas. Os profissionais já foram escalados. A estrutura está disponível. Os recursos públicos daquele atendimento já estão comprometidos. Se parte dos pacientes não comparece e não avisa, a cidade perde uma capacidade que já existia - e há outra pessoa esperando pelo mesmo atendimento.
Esse é um dos exemplos mais claros de como informação e gestão ampliam a eficiência sem ampliar a infraestrutura física.
Em um município do semiárido paraibano, com cerca de 5 mil habitantes e população praticamente 100% dependente do SUS, conduzimos uma operação em que a taxa de absenteísmo registrada antes da implantação era de 30%. A média entre janeiro e outubro de 2025 foi de 12,44%; a medição de agosto de 2026 chegou a 9%. São dados operacionais da nossa plataforma, auditáveis no painel do próprio município - não uma média nacional e não uma promessa contratual: municípios maiores, com rede mais complexa, têm outra curva.
O que combinamos ali foi lembrete automático, possibilidade de confirmação e cancelamento pelo WhatsApp e acompanhamento dos indicadores em painel gerencial. Quando um paciente avisa que não irá comparecer, uma vaga que desapareceria da agenda volta a ser uma oportunidade de atendimento. É uma mudança pequena no processo. Em escala municipal, pequenas mudanças se acumulam. É o mesmo mecanismo que descrevemos no case completo dessa operação.
A conta que quase nenhum município faz
Há um gasto que aparece em várias rubricas e, por isso, raramente aparece inteiro: o custo de levar o paciente até o cuidado.
O Tratamento Fora de Domicílio - instituído pela Portaria SAS/MS nº 55/1999, hoje incorporada às portarias de consolidação do Ministério da Saúde, e operado segundo manual estadual pactuado em CIB - cobre deslocamento e ajuda de custo quando o atendimento não existe no município de origem. Na prática municipal, o custo total se espalha: passagem, combustível, manutenção de veículo, motorista, diária, ajuda de custo do paciente e do acompanhante, hospedagem eventual. Parte está na Saúde, parte em Transportes, parte em Administração. Resultado: quase ninguém consegue responder quanto custou, no ano passado, levar pacientes de uma única especialidade para fora.
O custo logístico do acesso não é um detalhe administrativo: a Lei nº 15.233, de 7 de outubro de 2025, que instituiu o Programa Agora Tem Especialistas, reconhece expressamente transporte, alojamento e alimentação para pacientes em radioterapia e hemodiálise fora do domicílio como matéria de lei federal.
Quando essa conta é fechada por especialidade, aparece um ponto de virada. Existem especialidades em que o custo anual de deslocamento supera o custo de trazer a oferta para dentro do município - por contratação de serviço, mutirão, telessaúde, Oferta de Cuidados Integrados no âmbito do Programa Mais Acesso a Especialistas, ou consórcio intermunicipal. E existem especialidades em que não supera, e o deslocamento continua sendo a decisão certa.
É aritmética, não predição. O nosso módulo de TFD estrutura o registro dessa conta - destino, especialidade, recorrência, acompanhante, custo lançado - e devolve ao gestor o ranking de especialidades por custo logístico e por volume, além da taxa de falta em TFD, que é onde o desperdício dói mais: a viagem acontece e o atendimento não.
A conta depende de o município ter, ou passar a ter, registro estruturado de TFD; parte do custo costuma estar fora do orçamento da Saúde e exige acordo de coleta com Transportes ou Administração; e escala mínima importa, porque nem toda especialidade se sustenta localmente. Nós organizamos a evidência - não fazemos estudo de viabilidade nem definimos preço de serviço especializado. Quem decide é o gestor; nosso papel é que ele decida com o número inteiro.
O território fala antes do relatório
Uma cidade não adoece de maneira uniforme. A demanda se concentra, se repete e tem endereço.
Nossa plataforma agrega demanda, falta e recorrência por unidade, microárea e período. Cruzada com bases públicas - o SINISA, que substituiu o SNIS como sistema nacional de informações em saneamento básico; os setores censitários do IBGE; e as bases de internação e produção do DataSUS -, essa leitura mostra onde o território que menos recebe infraestrutura é também o território que mais consome atenção por causas que a Atenção Primária poderia ter evitado. A Lista Brasileira de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (Portaria SAS/MS nº 221/2008) é o instrumento consagrado para esse recorte.
Para o gestor, isso é um mapa de prioridade: onde investir em saneamento, drenagem, equipe ou busca ativa, e como justificar tecnicamente uma emenda ou um projeto.
Isso é análise ecológica. Mostra coincidência entre áreas, não causalidade entre uma obra e o desfecho de uma pessoa - e não se transfere do território para o indivíduo. Depende de endereço e microárea preenchidos com qualidade. Preferimos entregar uma hipótese bem construída a vender uma certeza que a metodologia não sustenta.
Uma cidade orientada por dados enxerga o problema antes
No modelo tradicional, muitos indicadores chegam ao gestor quando o problema já aconteceu. A consulta já foi perdida. A fila já aumentou. A agenda já encerrou. O paciente já reclamou. A equipe já está sobrecarregada.
Na plataforma DHF, gestores municipais acompanham taxa de ocupação, absenteísmo, produção por equipe, utilização de vagas, satisfação dos cidadãos e outros indicadores, por unidade, período ou profissional. A pergunta deixa de ser apenas "quantas pessoas atendemos este mês?" e passa a incluir: onde estamos perdendo capacidade? qual unidade se comporta de forma diferente das demais? onde o absenteísmo aumentou? como a população está avaliando o atendimento? quais dados exigem uma ação agora?
Uma cidade inteligente não é a que produz mais dados. É a que transforma dados em decisão.
O Brasil colocou a transformação digital urbana na agenda - e ela avançou em 2026
Em 11 de junho de 2026, o Ministério das Cidades lançou a Rede de Cidades + Inteligentes, que apoia 22 municípios das cinco regiões do país, selecionados pelo Edital de Seleção Pública SNDUM nº 01/2026, na elaboração de diagnósticos, planos de ação e estratégias locais de transformação digital urbana, com o suporte de uma Rede de Suporte Acadêmico coordenada em parceria com a UFRGS. Não é mais um edital em aberto: é política em execução - e ela vai gerar planos municipais que precisarão de conteúdo setorial, inclusive de saúde.
Na saúde, o país também entrou em uma nova etapa. Em 11 de agosto de 2026, o Ministério da Saúde iniciou, em parceria com o Serpro, a Jornada para a Nuvem Soberana do SUS. A primeira frente é o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A RNDS concentra mais de 5 bilhões de registros de saúde; o CadSUS reúne 228,6 milhões de usuários ativos com CPF, além de 4,8 milhões sem CPF. O DataSUS estima cerca de 459 sistemas e soluções digitais sob sua custódia, que serão migrados, modernizados, substituídos ou descontinuados ao longo da jornada.
O financiamento também mudou de calendário. A Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026, alterou a Portaria GM/MS nº 3.493/2024, ampliou o período de transição do cofinanciamento federal da Atenção Primária e definiu que a implantação parcial do componente de qualidade começa no segundo quadrimestre de 2026. Para o município, isso significa que os indicadores deixaram de ser um tema de planejamento futuro e passaram a ser um tema de repasse presente.
O sentido de tudo isso é um só: o futuro não é apenas digitalizar informação. É fazer com que ela circule de forma segura, padronizada e útil.
Interoperabilidade é uma palavra técnica para um problema que todo cidadão conhece
Para quem trabalha com tecnologia em saúde, o termo é interoperabilidade. Para o cidadão, o problema é mais simples: "por que preciso informar tudo de novo se o sistema já deveria saber?".
Sistemas que não se comunicam criam retrabalho para profissionais, fragmentam informação e dificultam a continuidade do cuidado. Por isso padrões de integração e estruturas como a RNDS se tornaram estratégicos. Atuamos nesse ecossistema com integração à RNDS e ao e-SUS APS e com ferramentas voltadas à gestão municipal. Uma cidade inteligente não pode ser formada por dezenas de ilhas digitais: precisa de ecossistemas conectados. O mesmo princípio aparece nas diretrizes de saúde digital da Organização Mundial da Saúde, que destaca interoperabilidade e padronização como componentes de sistemas capazes de apoiar o cuidado e a política pública de forma consistente.
Inteligência artificial entra em uma segunda etapa
Quando os sistemas passam a produzir e conectar mais informação, surge um novo problema: como encontrar o que realmente importa dentro de tantos dados?
A 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, com dados de 2025 divulgados em 12 de maio de 2026, mostrou que 18% dos estabelecimentos de saúde brasileiros já utilizavam inteligência artificial - 25% na rede privada e apenas 11% na pública. O uso chega a 31% em unidades com mais de 50 leitos e a 29% nos Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico. Entre os que já usam, 76% adotam modelos generativos, e a principal aplicação é a organização de processos clínicos e administrativos. A distância entre público e privado é de mais de duas vezes - e não se fecha com discurso.
Mas colocar IA em um sistema não o torna automaticamente inteligente. A tecnologia só produz valor quando reduz complexidade ou melhora uma decisão. A Celina Mind, integrada ao nosso ecossistema, parte dessa proposta: permitir que informações do sistema sejam acessadas por meio de uma interação direta, reduzindo buscas manuais e ajudando profissionais e gestores a encontrar respostas dentro dos dados disponíveis.
É uma evolução natural. Primeiro, digitalizamos. Depois, conectamos. Em seguida, estruturamos indicadores. Agora, começamos a conversar com os dados.
Conformidade e soberania: a pergunta que todo gestor deve fazer
Se a Jornada para a Nuvem Soberana do SUS diz alguma coisa ao mercado, é que a pergunta "onde estão os dados" deixou de ser técnica e virou política pública. Um gestor responsável deve fazê-la a qualquer fornecedor - inclusive a nós.
Nossa posição é delimitada. Somos uma camada de serviço e de gestão, não um repositório nacional: o registro oficial do cidadão permanece nos sistemas do SUS, e é com eles - RNDS e e-SUS APS - que nos integramos. Operamos sob a Lei Geral de Proteção de Dados. E a minimização e a desidentificação de dados pessoais antes de qualquer processamento por modelos de linguagem é o compromisso de arquitetura que assumimos, acompanhando a evolução da infraestrutura nacional de saúde à medida que a Jornada avança.
Preferimos ser questionados sobre isso a ser elogiados por omissão.
Empresas, clínicas, governos e cidadãos fazem parte da mesma cidade
Outro equívoco é imaginar que uma cidade inteligente seja construída apenas pelo poder público. A cidade é um ecossistema: hospitais, clínicas, laboratórios, empresas, universidades, gestores, profissionais e cidadãos produzem demanda e informação e usam a mesma infraestrutura urbana.
Por isso a digitalização da saúde também precisa acontecer fora das Secretarias Municipais. Para clínicas e organizações privadas, reunimos prontuário eletrônico, prescrições digitais, encaminhamentos, gestão de agendas, indicadores de ocupação e produção, avaliação de atendimento, dashboards e ferramentas de inteligência artificial. O contexto muda; o princípio não: usar dados e tecnologia para reduzir desperdício e melhorar o cuidado.
O cidadão deixa de ser apenas usuário
Existe outro componente das cidades inteligentes: participação. Depois de um atendimento, o cidadão avalia o serviço pelo próprio canal digital. Para o gestor, isso transforma percepção subjetiva em indicador acompanhável ao longo do tempo. Na operação que conduzimos no semiárido paraibano, 86% dos cidadãos avaliaram positivamente a experiência, em inquérito com 420 usuários.
Avaliações não substituem auditoria, indicadores assistenciais ou análise técnica. Mas acrescentam o que nenhuma planilha de produção mostra sozinha: como o cidadão percebe o serviço que recebeu. Quando essa informação retorna à gestão, forma-se um ciclo - atendimento, experiência, dado, análise, melhoria. Esse ciclo é característica de serviços públicos digitais maduros.
Inclusiva antes de sofisticada
Tecnologia também pode aumentar desigualdade, e o UN-Habitat alerta que transformação digital sem inclusão aprofunda divisões existentes. A lógica vale especialmente para a saúde. Idosos, pessoas com menor escolaridade, famílias de baixa renda, moradores de área rural, cidadãos com conexão limitada e pessoas com pouca familiaridade tecnológica fazem parte da cidade.
Por isso oferecer apenas um canal sofisticado não basta. No nosso modelo, o atendimento digital pelo WhatsApp funciona como camada adicional de acesso, enquanto os canais tradicionais continuam atendendo quem depende deles. Transformação digital não deveria significar fechar a porta analógica. Deveria significar abrir novas portas.
E onde entram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?
A relação entre saúde digital e cidades inteligentes aparece na Agenda 2030. Começa pelo ODS 3 - Saúde e Bem-Estar: melhorar o acesso, apoiar a continuidade do cuidado e usar melhor a capacidade assistencial disponível. Mas não termina nele.
- ODS 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura: infraestrutura digital, interoperabilidade e sistemas de informação como parte de serviços públicos mais modernos e resilientes.
- ODS 10 - Redução das Desigualdades: quando um serviço deixa de exigir deslocamento para uma solicitação simples, reduz barreiras que atingem principalmente quem tem menos tempo, renda ou mobilidade.
- ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis: cidades sustentáveis precisam usar melhor os recursos que já têm, e a saúde faz parte dessa equação.
- ODS 16 - Instituições Eficazes: indicadores, dados auditáveis e avaliação da população fortalecem instituições.
- ODS 17 - Parcerias: governos, empresas, universidades e organizações de saúde precisam construir essa infraestrutura em conjunto.
Nenhum desses objetivos é cumprido por um software isoladamente. Mas a tecnologia pode transformar metas amplas em processos, indicadores e resultados mensuráveis.
Como um município começa - e como isso se paga
A objeção mais frequente não é sobre a solução. É sobre o instrumento e a fonte.
Do lado do custeio, secretarias costumam avaliar recursos de custeio da Atenção Primária, recursos próprios e emendas parlamentares. Do lado do instrumento, aplicam-se a Lei nº 14.133/2021, em suas diferentes modalidades, e o Marco Legal das Startups (LC nº 182/2021), que criou o Contrato Público para Solução Inovadora. A definição do caminho é sempre do jurídico e do controle interno do município - nosso papel é entregar a documentação técnica que sustente a decisão, não sugerir atalho.
Somos habilitados no InovaSUS Digital, no Edital nº 01/2026 da SEIDIGI/Ministério da Saúde - processo nacionalmente competitivo, com 657 submissões e 383 habilitações.
O que uma cidade realmente inteligente entrega?
Talvez o melhor teste não esteja em uma central de operações. Talvez esteja na rotina.
Uma pessoa deixa de acordar às 3h para tentar uma vaga. Um paciente recebe um lembrete e não perde a consulta. Outro percebe que não poderá comparecer e cancela pelo celular. A vaga retorna ao sistema. Outro cidadão é atendido. A Secretaria identifica que determinada unidade concentra mais faltas e investiga. O gestor acompanha a satisfação da população. Os dados orientam a próxima decisão. E, uma vez por ano, alguém finalmente responde quanto custou levar pacientes de uma especialidade para fora - e decide com esse número na mão.
Nada disso parece ficção científica. E esse é justamente o ponto. Tecnologia urbana amadurece quando deixa de chamar atenção para si mesma e começa simplesmente a fazer o serviço funcionar melhor.
Em 2026, essa discussão deixou de ser teórica. O Ministério das Cidades apoia estratégias municipais de transformação digital. A saúde brasileira constrói sua infraestrutura nacional de dados. A inteligência artificial entra nos estabelecimentos, ainda de forma desigual. E o sistema ONU reforça que o centro de uma cidade inteligente precisa continuar sendo a pessoa.
Para nós, é exatamente nesse encontro entre cidadão, saúde e dados que a transformação começa. Não pretendemos ser a plataforma de toda a cidade. Ocupamos um papel mais específico - e mais defensável: somos a camada de saúde da cidade inteligente. Porque a cidade do futuro não será medida pela quantidade de tecnologia que possui. Será medida pela capacidade de usar essa tecnologia para cuidar melhor de quem vive nela.
Quer saber o que esses números diriam sobre o seu município?
Antes de qualquer proposta comercial, produzimos gratuitamente uma leitura diagnóstica do seu município a partir de bases públicas - sem acesso aos seus sistemas internos e sem custo. Se o número fizer sentido, conversamos. Se não fizer, você fica com o diagnóstico. Fale com o time da DHF.
Nota de integridade: os dados normativos, estatísticos e institucionais citados nesta publicação foram verificados em fontes primárias em 8 de setembro de 2026. Normas e programas de saúde e de desenvolvimento urbano mudam com frequência; recomendamos reconfirmar a vigência antes de usar qualquer referência deste texto como base de decisão. Os resultados operacionais citados são da nossa própria plataforma, referem-se a um município específico e estão disponíveis para auditoria - não constituem média nacional nem projeção de desempenho para outros municípios.

